Velocidade da marcha: um importante indicador de saúde na terceira idade

A velocidade de marcha pode prever declínio funcional, quedas, risco de institucionalização e até mortalidade.

O que afeta a marcha dos idosos?

Envelhecimento natural: sarcopenia (perda de massa muscular), desgaste articular e alterações no eixo corporal.

Condições patológicas: síndrome de fragilidade, doenças crônicas, polifarmácia e interações medicamentosas.

Fatores externos: ambientes mal adaptados e falta de suporte social/familiar.

Velocidade normal de marcha em idosos saudáveis:

  • 1,1 a 1,5 m/s: Ideal em idosos robustos.
  • < 0,8 m/s: Atenção! Pode indicar fragilidade e necessidade de abordagem multiprofissional.

Estes números são dados importantes na avaliação do Geriatra, dos fisioterapeutas e educadores físicos especialistas em Gerontologia. Mas para quem cuida, o mais importante não são dados técnicos, mas sim reconhecer quando o idoso está mais lentificado, com maior instabilidade postural e perdendo capacidades na rotina diaria.

Cuidados necessários incluem:

  • Reavaliação de medicamentos.
  • Controle de doenças crônicas.
  • Avaliação da saúde mental.
  • Programa de exercícios físicos individualizados.
  • Avaliação e suporte nutricional.

A prevenção começa cedo!

Para jovens, adultos e idosos robustos, a reserva muscular é construída ao longo dos anos com exercícios físicos regulares e bons hábitos de vida.

 

Se você percebeu que um idoso está caminhando mais devagar, com insegurança ou dificuldade para se levantar e se movimentar, procure avaliação médica. Identificar fragilidade precocemente pode ajudar a preservar força, mobilidade e autonomia.

 

 

 

Dra. Eliza de Oliveira Borges

Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos

CRM-GO: 14388
RQE: 9751

  • Médica Geriatra titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia ( SBGG);
  • Especialista em Clínica Médica pelo Hospital de Urgências de Goiás ( HUGO);
  • Área de atuação em Cuidados Paliativos , titulada pela Associação Médica Brasileira (AMB);
  • Presidente da SBGG – seccional Goiás no período de julho de 2020 a julho de 2024;
  • Integrante e preceptora do Núcleo de Apoio ao Paciente em Cuidados Paliativos do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2015 a 2025;
  • Supervisora do Programa de Residência em Medicina Paliativa do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2023 a 2025.

 

 

 

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Redação do Geriatria Goiânia

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