Anemia em idosos não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento
A anemia é uma doença multifatorial comum em idosos. A estimativa é que cerca de mais de 10% das pessoas acima de 65 anos tenham a doença, atingindo 20% para aqueles com mais de 85 anos. A anemia no idoso deve ser avaliada considerando o contexto das mudanças fisiológicas do envelhecimento e das condições agudas e crônicas de cada pessoa. Por exemplo, investigar e tratar anemia em um idoso robusto e totalmente ativo e independente é diferente da abordagem num idoso frágil, dependente de cuidados e com baixa reserva orgânica. Portanto, exige atenção e individualização das metas terapêuticas e dos objetivos do cuidado.
Alguns dos sintomas mais comuns de anemia em idoso são:
- Palidez cutaneomucosa;
- Fadiga e cansaço excessivo;
- Falta de interesse em atividades antes comuns, que pode ser confundido com depressão;
- Apatia e dificuldade de locomoção;
- Quedas.
Entre as causas de anemia em idosos, podemos pontuar essas principais causas:
- Deficiência de ferro, podendo ser gerada por sangramentos crônicos em trato gastrointestinal;
- Deficiência de folato e de vitamina B12, causada pela má absorção ou pela dieta deficiente;
- Doenças crônicas entre elas, hipotireoidismo, insuficiência renal, doenças reumatológicas, cardíacas e pulmonares;
- Câncer;
- Insuficiência de produção no processo de fragilidade.
Avaliar anemia no paciente idoso deve ser uma rotina, mas os exames complementares e o tratamento específico deve ser individualizado de acordo com as condições de cada paciente. Uma anemia passível de correção e não tratada pode causar impacto significativo nos desfechos de saúde, aumentando a vulnerabilidade e o risco de hospitalização.
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Dra. Eliza de Oliveira Borges
Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos
CRM-GO: 14388
RQE: 9751
- Médica Geriatra titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia ( SBGG);
- Especialista em Clínica Médica pelo Hospital de Urgências de Goiás ( HUGO);
- Área de atuação em Cuidados Paliativos , titulada pela Associação Médica Brasileira (AMB);
- Presidente da SBGG – seccional Goiás no período de julho de 2020 a julho de 2024;
- Integrante e preceptora do Núcleo de Apoio ao Paciente em Cuidados Paliativos do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2015 a 2025;
- Supervisora do Programa de Residência em Medicina Paliativa do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2023 a 2025.



