Infarto e angina têm grande incidência em idosos

As doenças cardiovasculares são responsáveis por 18 milhões de mortes por ano no mundo, sendo as doenças isquêmicas do coração (coronarianas) e as doenças cerebrovasculares (acidente vascular encefálico isquêmico e hemorrágico) responsáveis por dois terços dos óbitos. No Brasil, a angina e o infarto são as doenças isquêmicas que mais causam internações.

A doença coronariana tem maior incidência nos idosos, sendo responsável por mais de dois terços das mortes de origem cardíaca. Ela pode se manifestar na forma de angina ou infarto. O Infarto agudo do miocárdio é a condição com maior mortalidade.

A angina pectoris ou popularmente “angina” ocorre quando há uma obstrução parcial e transitória do fluxo de sangue em determinada região da circulação coronariana. Isso acontece geralmente devido a placas de gordura (ateromas) que obstruem parcialmente a luz dos vasos cardíacos e geram dor no peito de intensidade variável aos esforços e emoções, ou mesmo sem fator desencadeador. Também podem ocorrer outros sintomas associados, como tontura e sudorese.

Quando ocorre obstrução total da luz de uma região da circulação coronariana, ocorre o infarto agudo do miocárdio. Nesse caso, ocorre a morte da região do músculo cardíaco que sofre com a falta de oxigênio. Os sintomas são agudos e mais intensos e podem levar à morte, a depender da extensão afetada do coração. Os sintomas clássicos são forte dor no peito tipo queimação ou em aperto do lado esquerdo, com irradiação para braço esquerdo ou pescoço, sudorese fria, palidez, tontura ou perda da consciência.

É importante ressaltar que em idosos, esses clássicos sintomas podem estar ausentes. O idoso pode apresentar dor na região do estômago, náuseas e vômitos, dor no lado direito do peito, queda ou confusão mental.

A presença de sintomas transitórios pode refletir a angina e é primordial a busca de avaliação médica. O acompanhamento do cardiologista em conjunto com o geriatra é ideal, para que o idoso possa ser avaliado de forma integral, objetivando metas terapêuticas individualizadas de acordo com a idade, morbidades e grau de fragilidade.

O infarto é uma situação de emergência médica e a pessoa deve receber assistência prontamente para possíveis intervenções e controle de sintomas. As intervenções invasivas devem também ser ponderadas, considerando a condição clínica e os limites de cada pessoa.

Muito importante é a prevenção, especialmente no adulto e idoso ativo e funcional, com considerável expectativa de vida. Nessa condição, as ações preventivas têm grande impacto. Dieta equilibrada, prática de atividades físicas supervisionadas, controle de doenças existentes (como diabetes, hipertensão e dislipidemia) e a busca da redução do estresse, equilibrando trabalho e lazer, são medidas essenciais para a prevenção de doenças coronarianas.

 

Projeto Cuidar

Geriatra

Dra Eliza de Oliveira Borges

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Endereço: Viva Bem – Rua 132, nº 159, Setor Sul – Goiânia – Goiás.

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Sobre a Dra Eliza de Oliveira Borges

– Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás;

– Residência em Clínica Médica pelo Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO);

– Residência em Geriatria pelo Hospital de Urgências de Goiânia;

– Titulada em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG);

– Pós-graduação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Latinoamérica / Medicina Paliativa, Buenos Aires- Argentina;

– Preceptora da Residência de Clínica Médica do Hospital Alberto Rassi- HGG;

– Integrante do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP), Hospital Alberto Rassi- HGG;

– Secretária Geral na Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Seção Goiás.

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# Geriatria Goiânia

Redação do Geriatria Goiânia

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