A importância do diagnóstico e tratamento da Depressão em Idosos
Os sintomas da depressão em idosos podem ser diferentes daqueles em adultos mais jovens, passando despercebidos pela família e dificultando o diagnóstico.
A incidência de depressão em idosos é de 3% a 7,5% enquanto que em adultos jovens gira em torno de 1,6%, o que nos leva a concluir que a depressão nessa faixa etária é um problema que merece atenção dos serviços de saúde e das famílias.
Os sintomas da depressão em idosos podem ser diferentes daqueles em adultos mais jovens, passando despercebidos pela família e dificultando o diagnóstico. Além disso, a população idosa possui muitas vezes algum preconceito em relação a esta condição. Desta maneira, muitos idosos não procuram um médico e grande parte dos que procuram, não recebe tratamento adequado.
Estudos indicam que, num período de 2 anos a partir do diagnóstico, 1/3 dos idosos com depressão morrem ou evoluem com um quadro de demência, condição muitas vezes associada ou sobreposta a depressão nessa população.
Apenas 1/3 dos pacientes tem quadro de melhora e o restante mantém o quadro depressivo.
Os principais fatores que determinam a evolução desfavorável da depressão em idosos são:
Doença Física – o aparecimento de doenças antes ou após diagnóstico pode interferir no tratamento da depressão.
Luto – se o idoso perder algum ente querido durante o tratamento, ele deve receber atenção redobrada.
Déficit Cognitivo – idosos com humor deprimido quando não tratado tem maior risco de desenvolver demência e a depressão pode ser uma manifestação inicial de uma síndrome demencial. Também são os pacientes com mais reincidências.
Gravidade do Episódio – quanto mais grave o episódio depressivo, menores as chances de cura total.
Tempo de doença sem tratamento ou melhora – quanto maior o tempo sem tratamento, menores são as chances de cura e/ou remissão da doença.
Falta de informações e preconceito do paciente e seus familiares.
Remissão parcial ou uso de doses menores– o objetivo do tratamento é a remissão total da depressão. Porém, quando alguns sintomas melhoram, o paciente tende a reduzir os medicamentos.
Interrupção do tratamento antes do tempo – o tempo mínimo de tratamento medicamentoso da depressão varia de 6 a 12 meses. Em muitos casos, o paciente deve continuar a tomar os medicamentos durante anos. Interromper o tratamento antes do tempo aumenta o risco de recidiva.
Por esses motivos a avaliação do humor é rotina nas consultas geriátricas e faz parte da avaliação geriátrica ampla. Dessa forma o geriatra pode atuar no diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes idosos com transtorno depressivo.
Dra. Eliza de Oliveira Borges
Geriatra
CRM-GO: 14388
RQE: 9751
- Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás;
- Residência em Clínica Médica pelo Hospital de Urgências de Goiânia ( HUGO);
- Residência em Geriatria pelo Hospital de Urgências de Goiânia;
- Titulada em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG);
- Pós – graduação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Latinoamérica / Medicina Paliativa, Buenos Aires- Argentina;
- Preceptora da Residência de Clínica Médica do Hospital Alberto Rassi- HGG;
- Integrante do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo ( NAPP), Hospital Alberto Rassi- HGG.
- Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Seção Goiás (Gestão 2020 a 2023).
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