Idosos têm uma alta prevalência de hipertensão arterial e diabetes mellitus

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças mais prevalentes na população, cujas proporções aumentam progressivamente com o envelhecimento. Em diabéticos, a prevalência de hipertensão é pelo menos duas vezes maior do que em não diabéticos e adultos diabéticos sem HAS com 65 anos ou mais, têm aproximadamente 90% de chance de se tornarem hipertensos.

A hipertensão arterial sistêmica é a mais frequente das doenças cardiovasculares levando à diminuição na qualidade e expectativa de vida da população. Geralmente é uma condição clínica multifatorial que tem como característica níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA), frequentemente associados a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas.

O diabetes mellitus (DM) se caracteriza como um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos em que ocorre hiperglicemia, em decorrência de alterações na ação da insulina, na sua secreção ou em ambas. Essa desordem crônica no metabolismo da glicose, com aumento persistente da glicemia, pode desencadear complicações agudas ou crônicas no sistema cardiovascular, renal, vascular e neurológico. O tipo 2 é responsável por 90 a 95% dos casos desta doença.

Principalmente quando associadas, a hipertensão arterial e o diabetes mellitus são relevantes causas de morbidade e mortalidade, aumentando o risco de doença renal, doença cardíaca coronariana, acidente vascular encefálico e insuficiência cardíaca. Também se associam com comorbidades como a dislipidemia, estado pró-trombótico e disfunção autonômica cardíaca. De acordo com estudos, a prevalência de hipertensão entre os diabéticos é aproximadamente o dobro se comparado aos não diabéticos, e o risco de doença cardiovascular é cerca de quatro vezes maior em pacientes com ambas as doenças.

A prevalência da associação da hipertensão arterial e do diabetes mellitus em idosos se deve a vários fatores em comum. Para o controle dessas doenças, além do tratamento medicamentoso, são recomendadas mudanças nos hábitos de vida, destacando-se a prática de atividade física regular e as seguintes recomendações dietéticas:

– Redução da ingestão de gorduras, em especial as gorduras saturadas, presentes principalmente em alimentos de origem animal;

– Aumento do consumo de alimentos naturalmente ricos em fibras e micronutrientes como cereais integrais, verduras, frutas e legumes frescos.

 

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