No inverno, é maior a probabilidade de infarto em idosos
Com a chegada do inverno, pode ocorrer o aumento do risco de um problema cardíaco, como um infarto, angina ou insuficiência cardíaca descompensada. Isso pode acontecer devido a vários fatores.
Um dos fatores é uma sobrecarga cardíaca. Para manter o corpo aquecido, o coração passa a “trabalhar” mais. Em idosos com problemas cardíacos, a exigência de um “trabalho extra” pode desencadear ou agravar uma cardiopatia.
Essa aceleração do metabolismo para evitar a perda de calor faz com que as paredes dos vasos sanguíneos se contraiam e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue. Esse esforço, por sua vez, pode levar a uma redução da irrigação sanguinea no músculo cardíaco. O músculo cardíaco sofre com a menor oferta de oxigênio e isso desencadeia dor no peito (a chamada angina), um possível indício de isquemia cardíaca, ou mesmo o próprio infarto.
Além disso, com o frio os idosos sentem menos sede e acabam ingerindo menos líquido e podem desidratar. A desidratação pode agravar problemas cardíacos já existentes, na medida em que o fluxo sanguineo está reduzido.
A queda brusca da temperatura ou a mudança de um ambiente aquecido para um muito frio também podem ser perigosos. Ou seja, o choque térmico é outro fator que pode ser o estopim para desencadear algum evento cardíaco.
As doenças respiratórias, comuns nos meses mais frios, também aumentam o risco de desenvolver problemas cardíacos. O comprometimento de vias aéreas por quadros infecciosos exigem o aumento da frequência cardíaca e consequentemente a sobrecarga do coração. Um quadro de pneumonia pode ocasionar sérias conseqüências para o idoso cardiopata.
O organismo, para reagir contra os agentes infecciosos, produz substâncias inflamatórias, que também agridem o sistema cardiovascular, podendo culminar no infarto ou no AVC (acidente vascular cerebral).
Por essa razão, as campanhas de vacinação contra a gripe têm como alvo, não só evitar infecções respiratórias, mas também proteger pessoas, principalmente os idosos, de eventos cardiovasculares. Por isso a importância de se vacinar!
Dra. Eliza de Oliveira Borges
Geriatra
CRM-GO: 14388
RQE: 9751
- Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás;
- Residência em Clínica Médica pelo Hospital de Urgências de Goiânia ( HUGO);
- Residência em Geriatria pelo Hospital de Urgências de Goiânia;
- Titulada em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG);
- Pós – graduação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Latinoamérica / Medicina Paliativa, Buenos Aires- Argentina;
- Preceptora da Residência de Clínica Médica do Hospital Alberto Rassi- HGG;
- Integrante do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo ( NAPP), Hospital Alberto Rassi- HGG.
- Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Seção Goiás (Gestão 2020 a 2023).
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